Como fazer despejo de inquilino que não paga: passos legais
Por Dra. Kéren Farias 25 de setembro de 2026 15 pessoas já leram 10 min de leitura
Neste artigo você vai aprender:
- O que fazer quando o inquilino não paga o aluguel e não quer sair?
- Passo a passo de como fazer despejo de inquilino que não paga
- Despejo judicial vs. Extrajudicial: O que muda?
- Como um especialista em direito imobiliário pode te ajudar
- Por que contar com a ajuda de um especialista em locações
- Conheça o escritório Kéren Farias Advocacia
- Conclusão
- Perguntas Frequentes
Resumo do artigo
Saber como fazer despejo de inquilino que não paga exige estratégia, desde a notificação extrajudicial até a ação no judiciário. Este artigo apresenta os passos legais para resguardar seu patrimônio de forma ágil.
A inadimplência na locação é um cenário desgastante que compromete a sua renda mensal e coloca em risco o patrimônio que você levou anos para construir.
Quando o diálogo amigável se esgota e os prejuízos financeiros se acumulam, saber exatamente como fazer despejo de inquilino que não paga é a medida mais urgente para proteger o seu investimento.
Contudo, a retomada da sua propriedade exige rigor técnico e obediência à Lei do Inquilinato, garantindo que você recupere as chaves de forma segura e sem sofrer sanções judiciais por agir por conta própria.
O que fazer quando o inquilino não paga o aluguel e não quer sair?
Quando o inquilino não paga o aluguel e se recusa a sair, o locador deve primeiro buscar uma solução extrajudicial, enviando uma notificação formal de cobrança. Se o diálogo não surtir efeito, a via judicial torna-se o único caminho adequado e seguro para a retomada do bem imobiliário.
Muitos proprietários agem por impulso diante da inadimplência, o que é um erro grave. A legislação brasileira exige procedimentos específicos para a proteção de ambas as partes. O envio de uma notificação extrajudicial documentada é essencial. Ela formaliza a existência da dívida e estabelece um prazo razoável para a regularização dos débitos.
Segundo o entendimento do STJ, a notificação prévia é obrigatória para validade da ação de despejo em casos de denúncia vazia. Já nos casos de falta de pagamento, embora a citação judicial supra a notificação, a comunicação formal inicial demonstra boa-fé do proprietário e tenta evitar um litígio prolongado.
Passo a passo de como fazer despejo de inquilino que não paga
Para realizar a retomada do imóvel por inadimplência, é necessário reunir provas da dívida, tentar o contato amigável e, esgotadas as vias extrajudiciais, ingressar com a ação no Poder Judiciário. Saber exatamente como fazer despejo de inquilino que não paga evita que o locador cometa atos ilícitos durante a cobrança.

- Organização documental: O locador precisa ter em mãos o contrato de locação assinado, os comprovantes de inadimplência e o histórico de comunicações.
- Notificação extrajudicial: Envio de documento formalizando o valor da dívida e o prazo limite para o pagamento voluntário.
- Ação judicial: Ingresso no Poder Judiciário com o pedido de desocupação e cobrança dos valores em aberto.
Conforme a Lei do Inquilinato, é possível solicitar o despejo liminar no Direito Imobiliário. Essa medida permite a ordem de desocupação em quinze dias, desde que o contrato não possua garantias ativas, como fiador ou seguro-fiança, e mediante depósito caução feito pelo locador no processo.
Além da desocupação física, a ação de despejo pode incluir encargos locatícios até a condenação. Isso significa que o proprietário tem o pleno direito de cobrar não apenas os aluguéis atrasados, mas também multas contratuais, IPTU e taxas condominiais vencidas até a entrega efetiva das chaves.
Despejo judicial vs. Extrajudicial: O que muda?
Atualmente, a desocupação forçada de um locatário inadimplente ocorre exclusivamente pela via judicial. O locador não pode, sob nenhuma circunstância, utilizar a força física ou meios próprios para retirar o ocupante do local, sob pena de responder criminalmente por exercício arbitrário das próprias razões.
No entanto, o cenário jurídico está em constante evolução. Há debates intensos sobre o despejo sem juízo, uma análise crítica da proposta legislativa que visa permitir a retomada do imóvel diretamente em cartório. Essa mudança promete desburocratizar o setor, embora ainda dependa de aprovação definitiva.
Compreender as vias possíveis para a retomada do imóvel é essencial para traçar a melhor estratégia de proteção do seu patrimônio. Abaixo, detalhamos as diferenças entre o modelo em vigor e o que está sendo debatido na legislação:
Despejo Judicial (Regra Atual)
- Onde ocorre: O procedimento tramita exclusivamente no Fórum, sob análise do Poder Judiciário.
- Tempo estimado: Pode levar de alguns meses a até anos, dependendo da lentidão da vara e dos recursos apresentados.
- Exigência legal: É o mecanismo oficial, obrigatório e totalmente amparado pela legislação atual para a retomada do bem.
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Despejo Extrajudicial (Projeto de Lei)
- Onde ocorre: A tramitação aconteceria diretamente nos Cartórios de Notas e de Registro de Imóveis.
- Tempo estimado: O grande atrativo é a agilidade, com previsão de solução em poucos dias ou semanas.
- Exigência legal: Ainda é um projeto em fase de debate no legislativo, não podendo ser aplicado aos casos atuais.
Enquanto a lei não muda, a via judicial continua sendo a ferramenta correta. Assim como em outras áreas do direito, onde investidores buscam saber se é possível rescindir contrato de imóvel na planta por atraso na entrega, a agilidade técnica na locação é fundamental para a saúde financeira do proprietário.
Como um especialista em direito imobiliário pode te ajudar
Um profissional qualificado atua de forma preventiva e estratégica, analisando o contrato de locação, redigindo as notificações extrajudiciais corretas e conduzindo o processo judicial com precisão. A atuação técnica visa minimizar perdas financeiras e acelerar a retomada da posse de forma segura.
Muitas vezes, a inadimplência locatícia revela falhas na elaboração do contrato original. O especialista identifica essas brechas e propõe soluções que protegem o patrimônio do locador. A redação de cláusulas sólidas é a base de uma relação locatícia livre de sobressaltos.
Problemas com documentação e posse são desafios recorrentes na gestão de patrimônio. É comum que clientes cheguem ao escritório relatando: “comprei um imóvel e o vendedor não quer passar a escritura” ou lidando com inquilinos problemáticos. A assessoria técnica resolve essas pendências de forma ética, organizando a documentação e promovendo as ações cabíveis.
Por que contar com a ajuda de um especialista em locações
Tentar resolver conflitos locatícios sem orientação técnica frequentemente resulta em prejuízos irreparáveis. O proprietário que age por conta própria corre o risco de cometer infrações legais, prolongando a permanência do mau pagador e aumentando o desgaste emocional de toda a família.
Um advogado focado em direito patrimonial compreende a urgência da situação. Ele sabe que cada mês sem receber o aluguel compromete o orçamento familiar ou empresarial do locador. Por isso, a estratégia adotada busca sempre a maior eficiência processual possível dentro das regras vigentes.
A prevenção e a ação rápida são os melhores caminhos para o sucesso. Seja para lidar com um locatário inadimplente ou para entender as providências sobre um imóvel na planta em atraso, o acompanhamento técnico assegura a proteção integral do seu investimento de forma transparente.
Conheça o escritório Kéren Farias Advocacia
A Kéren Farias Advocacia é um escritório dedicado à proteção patrimonial, atuando com excelência no Direito Civil, Imobiliário e Empresarial. Nossa missão é oferecer informações claras e estratégias preventivas para que nossos clientes tomem decisões conscientes sobre seus bens.
Trabalhamos com total transparência, sem o uso de termos inacessíveis. Entendemos que por trás de cada contrato de locação existe o esforço de uma vida inteira. Por isso, nossa abordagem é acolhedora e focada em resultados concretos para a estruturação do seu patrimônio.
Não fazemos promessas irreais, mas aplicamos o máximo rigor técnico para resguardar os direitos dos nossos clientes. Acreditamos que a advocacia moderna deve ser um instrumento de pacificação e de segurança para os negócios e para as famílias.
Conclusão
Lidar com a inadimplência locatícia é um desafio que exige conhecimento técnico e equilíbrio emocional. Compreender os trâmites de como fazer despejo de inquilino que não paga é vital para assegurar que a retomada do imóvel ocorra dentro da estrita legalidade.
A legislação oferece mecanismos robustos para proteger o proprietário, desde a notificação extrajudicial até a concessão de medidas liminares. Contudo, a aplicação dessas ferramentas requer estratégia e precisão documental.
Proteger seu patrimônio não deve ser motivo de angústia permanente. Com a assessoria adequada, é perfeitamente viável resolver o conflito, recuperar seus direitos e voltar a rentabilizar seu imóvel com tranquilidade.
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Perguntas Frequentes
Como posso retirar um inquilino por falta de pagamento?
Para retirar um locatário inadimplente, o proprietário deve primeiramente tentar uma negociação ou enviar uma notificação extrajudicial. Caso a recusa persista, a única forma legal de promover a desocupação é ingressar com uma ação de despejo no Poder Judiciário. O uso de força própria é estritamente proibido.
Quanto custa uma ação de despejo de inquilino?
Os custos envolvem as taxas judiciais, que variam conforme o estado, e os honorários advocatícios, estipulados de acordo com a tabela da OAB e a complexidade do caso. Em diversas situações, o juiz pode determinar que o locatário perdedor arque com as custas processuais ao final do processo.
Quanto tempo demora para despejar um inquilino que não paga?
O tempo varia significativamente dependendo da comarca e das particularidades do contrato de locação. Se houver a concessão de uma liminar, a desocupação pode ser determinada em apenas 15 dias. Sem a liminar, o processo segue o rito normal e pode levar meses até a sentença definitiva.
O proprietário pode cortar água e luz do inquilino inadimplente?
Não. O corte de serviços essenciais, como água e energia elétrica, ou a troca de fechaduras pelo proprietário configura exercício arbitrário das próprias razões. Essa atitude ilegal pode gerar processos por danos morais contra o locador, prejudicando severamente a ação principal de retomada do imóvel.
O que acontece se o inquilino pagar a dívida no meio do processo?
A Lei do Inquilinato permite a chamada purgação da mora. Isso significa que o locatário pode evitar a desocupação se, no prazo estabelecido pelo juiz, depositar o valor integral da dívida, incluindo os aluguéis atrasados, multas contratuais, juros, custas processuais e honorários do advogado do locador.
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